Começa instalação dos motores para geração de energia do biogás

Data da publicação: 29/03/2022 - Tempo de leitura: 4 minutos

Os motores da unidade geradora de energia elétrica a partir do biogás do aterro sanitário de São José dos Campos começaram a ser instalados. A unidade será composta por seis motores com capacidade de geração de 1,6 MWh de energia para suprir o equivalente a 30% da energia consumida pelos prédios da Prefeitura de São José (hospitais, escolas e outros). O objetivo é compor a matriz verde energética planejada pelo município.

A implantação da unidade geradora de energia elétrica renovável movida a biogás está sendo feita pela empresa Enermac, que venceu o pregão e também fará a manutenção preventiva do gerador. A operação da unidade ficará a cargo da Urbam.

A produção de energia elétrica, por meio de fonte renovável, é menos poluente do que a simples queima do biogás em flare – como é feita atualmente. Além disso, o município prevê a economia de 10% no custo com energia elétrica.

O aterro sanitário de São José dos Campos, operado pela Urbam, gera atualmente aproximadamente 1.000 NM3 por hora de biogás, suficiente para gerar energia nos próximos 15 anos.

O biogás, fonte versátil e sustentável de energia, pode ser utilizado para a geração de eletricidade com forte compromisso com o meio ambiente, atendendo às orientações da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).  As licenças ambientais necessárias de instalação foram concedidas pelos órgãos reguladores.      

Biogás

Desde 2008, todo o gás captado no aterro sanitário da cidade é queimado e eliminado na Central de Tratamento de Biogás, deixando de poluir a atmosfera.

O biogás é resultado da decomposição do lixo que está confinado no aterro, e é composto principalmente pelo gás metano (CH4), 21 vezes mais impactante na atmosfera que o dióxido de carbono (CO2) e em mínimas proporções pelo gás sulfídrico (H2S), causador de odores desagradáveis, oxigênio (O2), além de outros. O tratamento feito pela Urbam elimina o biogás, que é captado por uma rede de drenos subterrâneos que se estendem em toda a área do aterro e é direcionado à central.

O tratamento atual é feito através da “queima enclausurada” em um flare, à temperatura aproximada de 600 graus, que funciona de forma ininterrupta. Com o novo projeto, este gás deixa de ser apenas queimado e se transforma em energia limpa e sustentável.